A história da Praia do Forte em Salvador

A antiga aldeia de pescadores deu origem ao que é hoje Praia do Forte, um lugar que ainda preserva características rústicas, com detalhes requintados e modernidade. Acredita-se que a formação do vilarejo tenha começado em torno da fortaleza que o fidalgo português Garcia D’Ávila mandou construir, ainda no século XVI, para dar mais proteção ao lugar. Tinha a finalidade de armazenar as mercadorias que chegavam à costa da colônia, pelo mar, e que depois seriam enviadas para Salvador. Muitas famílias começaram a se instalar na região atraída pela chegada de mudas de côco que os colonizadores portugueses traziam da Ásia. Alguns homens se dedicaram ao plantio e colheita, outros se tornam marinheiros ajudando na travessia de pessoas e mercadorias no Rio Pojuca, e outros ainda, dedicaram-se à pesca. Era o início do povoamento das terras próximas ao Forte.
Primeira fortificação portuguesa militar e residencial do Brasil, o Castelo Garcia D’Ávila ou a Casa da Torre, como também é denominada, é um dos mais importantes e significativos monumentos do patrimônio histórico e cultural brasileiro. Por suas características medievais, é considerada a única construção do gênero nas Américas. O Castelo começou a ser construído em 1551 por Garcia D’Ávila, que chegou à Bahia em 1549, com o primeiro governador geral Tomé de Souza. Foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN, em 1938. Hoje é um dos principais pontos turísticos de Praia do Forte. Representado por suas ruínas, o Castelo oferece ao visitante uma bela vista para o mar. A Capela de São Pedro dos Rates é a parte mais antiga – e mais preservada – do histórico Castelo. Conhecida por Capela de Todos os Santos, deu origem à sede e só foi concluída em 1624.
Em 1835, todo o conjunto foi abandonado pelos descendentes de Garcia D’Ávila. Após as obras de recuperação, na década de 1980, o Castelo foi transformado em fundação e hoje funciona como Parque Histórico Garcia D’Ávila. Há no local um museu que mostra todo o processo das obras de recuperação das ruínas e tem um acervo precioso de louças portuguesas e peças indígenas que foram recuperadas durante as escavações e catalogadas pelo Iphan. O parque é visitado por estudantes e recebe milhares de turistas anualmente.
Fonte: Praia do Forte (Site Oficial)
Tive o privilégio de visitar o local. Veja minha galeria:
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